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Autores de conteúdos digitais entram no foco da Justiça

Autores de conteúdos digitais entram no foco da Justiça

Justiça busca identificar responsáveis por conteúdos retirados após decisão eleitoral

Plataforma de streaming deverá fornecer informações sobre publicação; envolvidos terão direito de defesa antes da sentença

A Justiça Eleitoral do Amazonas autorizou medidas destinadas a identificar os responsáveis até então anônimos pela criação e divulgação de conteúdos retirados após uma decisão relacionada à propaganda eleitoral digital.

A determinação integra a decisão proferida pela juíza auxiliar da propaganda eleitoral do TRE-AM Mônica Cristina Raposo da Câmara Chaves do Carmo. A ação foi apresentada pela coligação “Pra Cima Amazonas”, de David Almeida.

A busca pela identificação dos responsáveis é uma etapa relevante do processo, mas não significa condenação.

Plataforma deverá fornecer informações

Uma plataforma de streaming de áudio recebeu determinação para fornecer informações sobre o responsável pela inclusão de material citado no processo.

A Justiça também determinou a retirada do conteúdo questionado.

As informações fornecidas poderão permitir que os autores sejam formalmente identificados e incluídos no processo eleitoral.

Identificados terão direito de defesa

Depois da identificação e inclusão dos responsáveis na ação, os representados deverão ser formalmente citados.

A decisão prevê prazo de dois dias para apresentação de defesa. Em seguida, o Ministério Público Eleitoral deverá se manifestar antes da sentença final.

Dessa forma, as medidas determinadas atualmente têm natureza preliminar e não representam uma decisão definitiva sobre a responsabilidade dos autores.

Justiça também determinou retirada de conteúdos

Além da identificação dos responsáveis, a decisão estabeleceu providências para retirada de conteúdos em plataformas digitais e desindexação de um domínio dos resultados de busca.

As empresas alcançadas pela decisão receberam prazo de 24 horas para cumprimento das determinações.

O fundamento relatado na decisão envolve alegações de uso de inteligência artificial e deepfake sem a rotulagem exigida pelas regras eleitorais.

Fiscalização acompanha ambiente digital

A busca pela identificação de responsáveis ocorre em um momento de intensificação do monitoramento eleitoral na internet.

Em pouco mais de 30 dias, o TRE-AM analisou 84 conteúdos suspeitos com auxílio da plataforma GuaIA. O acompanhamento inclui possíveis casos de desinformação, deepfake, uso irregular de IA e outras irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral.

A ferramenta não substitui a avaliação humana. Segundo o TRE-AM, seus resultados funcionam como apoio técnico para que a equipe responsável avalie contexto, veracidade e possível impacto do conteúdo.

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