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Anvisa manda apreender dois lotes do medicamento Ocrevus

Anvisa manda apreender dois lotes do medicamento Ocrevus

Anvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla

Medida atinge dois lotes do Ocrevus distribuídos irregularmente no Brasil; agência ressalta que a proibição não alcança as demais unidades regulares do medicamento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml, utilizado no tratamento de pacientes com esclerose múltipla. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União.

Os lotes atingidos pela medida são H7953B14 e H7953B06. Além da apreensão, a determinação proíbe o armazenamento, comercialização, distribuição, exportação, importação, propaganda e transporte dessas unidades. A Anvisa enfatizou que a restrição se aplica somente aos dois lotes de origem irregular.

Medicamento é usado contra esclerose múltipla

O Ocrevus tem como princípio ativo o ocrelizumabe e recebeu aprovação da Anvisa em 2022. O medicamento é indicado para pacientes com formas recorrentes de esclerose múltipla e com esclerose múltipla progressiva primária.

A medida anunciada agora não representa uma proibição geral do Ocrevus no país. O problema identificado pela autoridade sanitária está relacionado especificamente à origem e à cadeia de distribuição dos lotes H7953B14 e H7953B06.

Lotes eram destinados a outros países

Segundo a Anvisa, os medicamentos foram distribuídos em julho pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. A agência informou que a empresa não está autorizada a atuar no mercado farmacêutico, incluindo atividades de distribuição, comercialização e importação de medicamentos. Sua Autorização de Funcionamento (AFE) está inativa desde outubro de 2025.

Apesar disso, a agência esclareceu que os medicamentos foram regularmente fabricados pela empresa responsável pelo registro. O problema é que os dois lotes haviam sido produzidos para comercialização em outros países, e não no mercado brasileiro.

Com a entrada irregular no Brasil, a Anvisa afirma que não é possível assegurar que todas as condições sanitárias necessárias à conservação e à integridade do medicamento tenham sido mantidas durante a cadeia de distribuição.

Restrição vale apenas para os dois lotes

A distinção é importante para pacientes em tratamento: a medida não proíbe todas as unidades do Ocrevus, mas somente os lotes H7953B14 e H7953B06.

De forma geral, a Anvisa classifica como irregulares produtos que não atendem às normas sanitárias aplicáveis e, portanto, não oferecem as garantias de eficácia, segurança e qualidade exigidas pela regulamentação.

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