Projeção de inflação para 2027 também cai, aponta mercado financeiro
Mercado reduz para 5,12% previsão de inflação para 2026
As projeções do mercado financeiro para a inflação brasileira em 2026 foram revisadas para baixo. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,16% para 5,12%.
A nova estimativa representa a segunda redução consecutiva na previsão de inflação para este ano. Apesar da revisão, a projeção permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida para 2026.
A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Dessa forma, o limite superior corresponde a 4,5%.
Para 2027, a previsão do mercado financeiro para a inflação também apresentou redução. A estimativa passou de 4,31% para 4,30%. Para 2028 e 2029, as projeções permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Inflação acumulada
O IPCA registrou alta de 0,26% em junho, após avanço de 0,33% em maio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado acumulado em 12 meses ficou em 5,35%.
No primeiro semestre de 2026, a inflação acumulada chegou a 3,04%. O resultado foi influenciado principalmente pelos preços de alimentos e bebidas, habitação e transportes.
A inflação acumulada em 12 meses continua acima do limite superior da meta estabelecida pelo CMN, o que mantém a atenção do mercado e das autoridades econômicas sobre a trajetória dos preços no país.
Previsão para a taxa Selic
O mercado financeiro manteve a expectativa de que a taxa básica de juros, a Selic, termine 2026 em 12,50% ao ano. Atualmente, a taxa está em 15% ao ano.
Para 2027, a projeção é de que a Selic encerre o período em 10,50% ao ano. Já para 2028 e 2029, as expectativas permanecem em 10% e 9,50%, respectivamente.
A taxa Selic é utilizada pelo Banco Central como um dos principais instrumentos para controlar a inflação. A definição dos juros considera fatores como o comportamento dos preços, atividade econômica e expectativas de inflação.
Mercado mantém previsão de crescimento da economia
As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foram mantidas em 2,20%. Para 2027, a expectativa passou de 1,86% para 1,87%.
Para 2028 e 2029, o mercado financeiro projeta crescimento econômico de 2% em cada ano.
Em relação ao resultado fiscal, a previsão para o déficit primário em 2026 permaneceu em 0,50% do PIB. Para 2027, a estimativa foi mantida em 0,30%.
Já a projeção para a dívida pública líquida ficou em 69,90% do PIB em 2026. Para 2027, a expectativa é de 73,20% do PIB.
Dólar e contas externas
A previsão do mercado para a cotação do dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50. Para 2027, a estimativa também foi mantida em R$ 5,50.
No setor externo, a projeção para o resultado da balança comercial em 2026 permaneceu em US$ 73 bilhões. Para 2027, a expectativa é de saldo positivo de US$ 70 bilhões.
A previsão para os investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou em US$ 75 bilhões para 2026 e US$ 76 bilhões para 2027.
As projeções apresentadas pelo Boletim Focus refletem as expectativas de instituições do mercado financeiro e são acompanhadas pelo Banco Central na avaliação das condições econômicas e na condução da política monetária.



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