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Hospital João Lúcio é alvo de investigação por contratos suspeitos em Manaus

Investigação atinge Hospital João Lúcio em Manaus

STJ mantém ação do MPAM contra laboratório por suspeita de fraude no Hospital João Lúcio

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Bellizze, manteve o prosseguimento de uma ação civil pública do Ministério Público do Amazonas (MPAM) que apura suspeita de fraudes e prejuízos cometidos pelos Laboratórios Reunidos da Amazônia em contratos firmados com o Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio, na zona Leste de Manaus.

A decisão de Brasília foi assinada nesta sexta-feira (19/06), e rejeitou o recurso da empresa, que tentava trancar o processo alegando inocência e erros na acusação.

Improbidade administrativa

O caso investiga supostas irregularidades em contratos de prestação de serviços e locação de equipamentos médico-hospitalares.

A ação civil pública por improbidade administrativa e ressarcimento ao erário também envolve o ex-diretor da unidade de saúde, Joaquim Alves Barros Neto, e aponta um suposto dano de quase R$ 600 mil aos cofres públicos.

A defesa do laboratório (antiga J.A. Souto Loureiro S/A) tentava derrubar o processo em Brasília sustentando que o MPAM confundiu a empresa ré com outra pessoa jurídica de nome semelhante, além de apontar falhas em laudos contábeis.

Investigação

Ao analisar o recurso, o ministro Bellizze destacou que o recebimento da denúncia não representa uma condenação antecipada, mas sim a aplicação do princípio de que, na fase inicial, a dúvida deve favorecer a sociedade para garantir a investigação dos fatos.

O relator também aplicou a Súmula nº 7 do STJ, explicando que a corte superior não pode reexaminar provas para contrariar o entendimento do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Com a negativa do ministro, o processo segue tramitando regularmente na primeira instância do Judiciário amazonense.

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